sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A Pipa


A estação das flores, me fez cor
Nasceu frágil, pequeno sonho
Tinha na mão, linha e cordão
Taquara no tamanho certo
Linha 05 envolve todo corpo
da rabiola ao cabresto
Linda, seda colorida em tiras

Linha 03 é mais seguro
Eu te vi voar, imponente
Eu te vi voar, em cores
Eu te vi voar, em sonhos
Eu te vi brincando
Eu te fiz com longa rabióla
Te ver no alto, arrepia
Te ver dançando ao toque, é lindo!

Voar! meu medo, meu olhar...
Eu aqui, e ela no alto dançando
Ligados por linha zero
Linha forte e cortante

Eu e ela, firme e forte
O peso aumentava com o vento
Eu no controle do voo
Vem uma ventania, tira harmonia

A pipa pediu mais linha
Eu fiquei firme, e ela puxava
Puxei, ela subia imponente
Palavões saltou da boca
eu sem saber o que fazer
Então soltei a pipa
Soltei!
Cortei a linha...

Fiquei olhando o seu navegar
a sua flutuação azul
Grande Pipa e enorme rabióla
Te ver livre
Me faz navegar
no alto
do alto.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Fera Ferida


Andar sem rumo e só
Correr pensamentos sem dó
Abraçar o mundo e nada
Cantar ao vento e chuva
Viver fechado no poema
Desatar nós dos enganos
Eu e meus meteoros
Sou, somos, ainda poeira
O tempo...
o verso,
poesia,
vida...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Meia Taça












Já passa da meia noite
Já passa da meia vida
A meia taça de vinho ficou
Lembranças do amor vem
Nada tão real nessa tela
A minha solidão é um paredão

Não é fácil assumir a idade
Não é fácil assumir o que fiz
Não é fácil assumir o que faria
Não é fácil assumir e sumir

Nada foi fácil com meia taça
Meia ideia... meia música.
Meia escada foi o meu andar
Dezessete andares até você
Pois bem... sigo meio ao vento
Preso uma meia algema
Preso a uma meia dissolução

Já passa da meia palavra
Já passa da meia idade
Já passa da meia taça
Já passa do meio amor

Não é fácil assumir a idade
Não é fácil assumir o que fiz
Não é fácil assumir o que faria
Não é fácil assumir e sumir

Foto Rubens Medeiros - Fazenda Mucambo 2015

sábado, 5 de novembro de 2016

Universo da Poesia










A poesia é um universo real
Na poesia, há caminhos livres
Na poesia, há linhas de carinho
Na poesia, há doçura e amor

Fora da poesia, desordem surreal
Uma matrix epilética
Fora da poesia, o caos
Sem poesia tudo é vazio

A poesia, conquista sorrisos
Nela os olhos brilham
A mente viaja
O coração acalma

Fora da poesia, vida obscura
Nada floresce, nada a contemplar
Fora da poesia, tudo é triste
Nada fala, nada a comemorar

A vida com poesia é felicidade
A poesia não espera, ela completa
Ela não dá esperança, ela acontece
A poesia é um universo do amor
é real!