terça-feira, 11 de agosto de 2015

Momento Poético












Há eco na minha poesia
No meu andar um silêncio
Olhares barulhentos no trânsito
Nada de novo nos olhos das pessoas
Em quatro paredes poesia perdida
Tudo feito e desfeito em alegria
Para muitos, só lágrimas de emoção
Pequenos Momentos Poéticos
O que seria da Lua Vermelha,
Dar lugar ao Sol Amarelo?
Frágil, estonteante entardecer
Fortes palavras sai do seu olhar
Doces e lindas são suas curvas
Uma pequena flor amarela
Contracena com o sol
Os raios mostram o caminho
Caminhos paralelos a navegar
Ao cruzar, faz-se uma explosão!
Em segundos, se faça amor
Em milênios, a dor.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Me chame de amor















Me chamava de amor todo dia a todo momento.
Eu, Bicho bruto, deixei passar o melhor sentimento.
Só agora, longe da sua fala, vejo que sinto falta.
Percebi que me chamava de amor, mas foi tarde.
Não entendia aquela palavra de carinho.
Num instante de delírio e sozinho! veio como um sopro no ouvido "Amor!"

Me chamava de amor, eu não dava atenção e o devido valor.

Sempre me chamava de amor! chamando minha atenção.
Pouco fiz para ser chamado de amor com tanto fervor.
Palavras de amor no seu bom dia e no seu olhar, eu cego, não via.
Ao passar dos anos, eu continuava cego, surdo e bruto.
Quando um dia, senti falta da palavra "Amor".
Perdi o maior "Amor" dessa breve vida.

Me chamava de amor, eu não dava atenção e o devido valor.

Já é tarde, pegue seu caminho... falou pela última vez! Siga seu rumo.
Fui acordado na madrugada por um sopro da bondade.
"Ela sempre te chamou de amor, de pronto não atendia"
Daquela boca nunca mais eu ouviria a palavra "Amor"
A minha cegueira é tamanha que não a compreendia.
Acordei... sei que agora é tarde! "Amor"

Me chamava de amor, eu não dava atenção e o devido valor.

Foto: Rubens de Andrade Medeiros

domingo, 10 de maio de 2015

O Conto.




Amigo, conto pra você um conto bem estranho.
Venha! puxe o banco e sente nesse canto.
Agora narro um conto, tu nunca viu tal espanto.
Por falta de um conto (réis), não levei a mulher num canto.
Nesse canto, de tudo podia fazer um tanto.
Veja que nossa amizade eu prezo tanto.
Ela olhou e disse bem assim...
Por falta de um canto, você perdeu esse encanto.
Mostrando o corpão e esnobando
Pense num aperrei, a cabeça rodava tanto,
que por falta de um conto (réis) e um canto
Perdi de me esbaldar naquele encanto.
A falta que um conto (réis) faz parar um encanto.
Pedi a ela uma chance aos pranto.
Eu disse bem assim...
Por falta de um conto (réis), não vai esperar tanto.
Por isso te conto amigo aqui nesse canto.
Sei que preza nossa amizade um tanto.
E a valia desta, tanto quanto eu conto.
Para fazer feliz um corpo que tanto me encanto.
Peço ao prezado amigo um conto (réis).

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quebrando Regras


Quebrando as regras do tempo
Em vez de correr, andar
Comprar um abraço, roubar um beijo e não pagar
Trocar de roupa feito cobra
Tirar da cartola o pé de coelho
Quebrando tabus inúteis
Cantar músicas que nunca cantaria
Falar outro idioma, sem entender nada
Está na festa e não bailar
Pegar na mão de quem não merecia
Cortar o cabelo e usar um sombrero
Chama-la pra jantar e não comer
Gostava mais da música quando podia dançar

Quebrando as regras do tempo
Olhar nuvens e não ver desenho algum
No brilho do seus olhos não mais estou
Nos seus braços nem sombra do meu corpo
Longe do seu, sinto frio e calor
Como falar do seu perfume sem sentir?
As regras... segui-las ou quebra-las?
Segurar mãos que não as suas é estranho
Então quebro regras sem dor
Quebro regras com palavras no ar
Corri atrás do trem, entrei no vagão
Quebro regras nessa viagem
Esquecendo as regras do seu olhar
Outros braços e mãos me acolhem
Seguro sem medo
Abraço de coração.

terça-feira, 31 de março de 2015

Analfabeto



Sou Analfabeto do princípio da matéria
dentro de uma questão matemática.

Sou Analfabeto da visão elementar
dentro de um olhar inocente.

Sou Analfabeto do espaço infinito
dentro de um corpo finito.

Sou Analfabeto das letras e números
dentro do livro de regras.

Sou Analfabeto dos ritmos e cantos
dentro de um conjunto vazio.

Sou Analfabeto emocional
dentro de uma matriz eletrônica.

Sou Analfabeto do puro amor
dentro do peito há um espaço vazio.

Sou um coração Analfabeto
cheio de esperança e dor.

Eu... analfabeto, espero o dia
em algum lugar, no tempo e espaço
possa aprender amar.