terça-feira, 1 de junho de 2010

Foi...



Você!
me culpou
condenou
aprisonou
Você me deixou

Levou tudo de nós
Quebrou o espelho
Não varreu a casa
Não fechou a porta

Fiquei jogado
Abandonado
Esquecido
plena escuridão

Antes, palavras em vão
O chão se abriu
A casa caiu
O sol fugiu

O céu se abriu
Sem nuvens você partiu
A paixão findou
O corpo tremeu

Tudo!... é mesmo nada
Tentei falar
Fui parado por um não
Fria, contida e debochada

Como posso relutar
Quando fingir
Caminhar pra onde
Começar o que?

Asas pra que?...
Como voar sozinho
O que ficou foi tristeza
Um corpo inerte

Vou juntar o que me resta
Fazer um ponto final
Mudar de roupa
Vou pular essa página

Olhar outros horizontes
Falar com alguém
Escrever palavras...
São só palavras

Um minuto, uma hora
Um dia, uma semana
Um ano, 10 anos
Só o hoje é que importa
Fechei um capítulo

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Você faz falta



Me deixou ao luar
Viajou, e nada falou
Me embriaguei e falhei
Corri e não alcancei

Deixei, não falei
Parei, chorei
Fiquei no passado
Perdi as horas

Perdi sua fala
Perdi seu olhar
Perdi sua mão
Perdi seu corpo

Perdi você
Me perdi
Perdido
Sofrido

Sinto você!



Passei perto
Apaguei a luz
Segurei a sua mão
Esfreguei no rosto

Falei o que você queria
Tomei o seu corpo
Tremi do seu lado
Comi na sua mão

Mesmo agora
Sinto você
Seu cheiro
Seu gozo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Desejada



O que falar depois de um "bom dia"
Uma troca de olhar

É tudo muito rápido

Não sei seu nome


O contrário da vizinha(*)
essa vai mas volta
essa quero vê-la
De perto quero tê-la


A rua se abre pra vê-la passar

As rosas tem o seu perfume

A brisa é sua amiga

O sol sorri e a Lua acaricia


Te acho em um poema

Falo e sonho sozinho

Qual o momento certo?

Procuro me conter


Faltam palavras

Fixo atrás das lentes

Um beijo na boca

Num piscar de olhos


Eu fico excitado

Distância entre dois corpos

Desejo à flor da pele

Olhar pecador


Arroxada pro meu olhar

Bem vestida e assistida

Muito comportada

Ela é desejada

(*um poema do meu amigo Marcel "Vizinha")
Rubens de A. Medeiros