terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Artista



















Entre o dia e a noite, um corpo
Entre músicas e poesias, um sonho
Entre certo e o errado, o medo
Entre o nome e o sobrenome, a alma
Entre o sim e o não, a certeza

Dedilhando a vida com sorriso
Pintando versos com Luz
Escrevendo poesias no arco íris
Cantando imagens do passado
Procurando a paz merecida

Voando nas asas da poesia
Costurando o seu próprio caminho
Modelando o Teatro com cifras
Fotografando a sombra do tempo
Filmando o contorno das nuvens

Navegando no mar de cores e versos
Erguendo a bandeira da amizade
Segurando as lágrimas do amigo
Mostrando o caminho na palavra certa
Nos olhos a cor da felicidade

Entre uma ação e a fala, um corpo inerte
Entre o olhar verdadeiro um beijo uma mentira
Entre um abraço e o aperto de mão toda atenção
Entre uma caminhada e uma corrida, um futuro
Entre uma felicidade e o perdão, a compreensão do amor.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Há tempo...














Onde estou agora?
Outro tempo, outra poesia
O reencontro será breve
E a separação também
Isso faz parte da estrada
Que um dia entrelaçam

Aqui, a hora gira feito louco
Ando contra o tempo para não enlouquecer
Aqui, um pulo, um tropeço, uma brincadeira
Último sorriso
Último encontro
Última lágrima

Quando ideias não for mais preciso
Quando tudo estiver à mão
Quando todos compreenderem
Quando o tempo for leve
E sentirmos a vida de verdade
Tudo fará sentido

O tempo não mais existirá
Pois seremos o próprio
Os astros se encontrarão
As luzes se unirão
Um só pensamento
Rumo ao um só astro

Ensinamentos das estrelas
Mais frutos do bem
Tudo ao seu tempo
Pensamentos iluminados
Antes do regresso ao lar
O sol nascerá

A poesia florescerá...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Amizade...











https://www.youtube.com/watch?v=3cjWaq1jSqM

Fazer amizade é muito fácil
Mante-las nem tanto
Plantar um sentimento, cuidar, cativar, ajudar...
Nessa vida tão breve, nem tudo é leve
O olhar amigo, o aperto de mão
Um abraço fraterno, uma parceria
Na poesia, cantoria no dia a dia
Uma ponte ao longe, uma mão amiga
A lembrança, uma aventura
Uma foto, um filme, uma música
Nas noites de luar, uma boa seresta
Nas praças, poesia e cantatas no ar
Tempo ruim não existe, se existe nunca vi
Sem guardar rancor e tristezas, guarde só belezas
Pois caminhar nesse mundo...
Ser e ter realmente um amigo é muito valioso
Todo dia é dia de saber ser amigo
Todo dia é dia de fazer amizades
Todo dia é dia de compreender o amigo
Todo dia é dia do amigo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Momento Poético












Há eco na minha poesia
No meu andar um silêncio
Olhares barulhentos no trânsito
Nada de novo nos olhos das pessoas
Em quatro paredes poesia perdida
Tudo feito e desfeito em alegria
Para muitos, só lágrimas de emoção
Pequenos Momentos Poéticos
O que seria da Lua Vermelha,
Dar lugar ao Sol Amarelo?
Frágil, estonteante entardecer
Fortes palavras sai do seu olhar
Doces e lindas são suas curvas
Uma pequena flor amarela
Contracena com o sol
Os raios mostram o caminho
Caminhos paralelos a navegar
Ao cruzar, faz-se uma explosão!
Em segundos, se faça amor
Em milênios, a dor.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Me chame de amor















Me chamava de amor todo dia a todo momento.
Eu, Bicho bruto, deixei passar o melhor sentimento.
Só agora, longe da sua fala, vejo que sinto falta.
Percebi que me chamava de amor, mas foi tarde.
Não entendia aquela palavra de carinho.
Num instante de delírio e sozinho! veio como um sopro no ouvido "Amor!"

Me chamava de amor, eu não dava atenção e o devido valor.

Sempre me chamava de amor! chamando minha atenção.
Pouco fiz para ser chamado de amor com tanto fervor.
Palavras de amor no seu bom dia e no seu olhar, eu cego, não via.
Ao passar dos anos, eu continuava cego, surdo e bruto.
Quando um dia, senti falta da palavra "Amor".
Perdi o maior "Amor" dessa breve vida.

Me chamava de amor, eu não dava atenção e o devido valor.

Já é tarde, pegue seu caminho... falou pela última vez! Siga seu rumo.
Fui acordado na madrugada por um sopro da bondade.
"Ela sempre te chamou de amor, de pronto não atendia"
Daquela boca nunca mais eu ouviria a palavra "Amor"
A minha cegueira é tamanha que não a compreendia.
Acordei... sei que agora é tarde! "Amor"

Me chamava de amor, eu não dava atenção e o devido valor.

Foto: Rubens de Andrade Medeiros