quinta-feira, 6 de junho de 2013
Esquecido
Sou um homem sem memória
Nesse plano invisível
Juntando fragmentos
Sou cavaleiro perdido
Sem espada sem escudo
Guerreiro sem glória
Parado no tempo
Esquecido, vulnerável
Corpo inerte
Matéria sem vida
Sentindo frio
Pensamento confuso
Lento e dolorido
Respiração profunda
Coração acelerado
Arrepios cortantes
Mãos vagando no vazio
Rompendo a escuridão
Desviando obstáculos
Procurando o passado
Entendendo o presente
Descobrindo um futuro
sexta-feira, 31 de maio de 2013
A vida
Separação... Ação.
Mudança... Andança.
Desapegar... Entregar.
Recomeçar... Amadurecer.
Se encontrar... Apaixonar.
Amar.... Se dedicar.
Começar tudo de novo...
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Entrelinhas
Escrevo por gostar
As vezes boas linhas
outras nem tanto
Alguém me inspira
alguns segundos
Faço na hora
Não vai no papel
então esqueço
Faço música, até canto
mas por segundos
cai nas nuvens
e se vai
Só! eu e letras
Palavras perdidas
Espalhadas ao vento
Aguardando sintonia
Deixa a porta aberta
Pois vou passear
Sou pescador de pensamentos
Artesão da ilusão
Pastor das nuvens
Atleta de poucos segundos
Desenhista sem mesa
Ator sem texto
Sou sim...
O quadro de Dalí
Transbordando histórias
Sou sim...
O soco de Ali
Sacudindo pensamentos
Nessa velocidade azul
Meu olhar fixa
A respiração para
O coração dispara
A cabeça se abre
E a poesia fala.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Sete
Sete anos traídos
Sete dias da semana
Sete camas marcadas
Sete cores do arco-iris
Sete notas musicais
Sete contos tortos
Sete poemas mal contados
Sete mulheres molhadas
Sete filhos
Sete anões
Sete desenhos
Sete espelhos
Sete mentiras na cara
Sete pecados a mais
Sete quedas
Sete mares
Sete anjos
Sete deuses
Sete montanhas
Sete cidades
Sete luas
Sete camadas
Sete esferas
Sete palmos...
Depois das sete portas,
há sete escolhas,
há sete vidas,
há sete mortes...
...Vejo sete lágrimas.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Minha TV
O quadro luminoso na estante
Só tem desventura
Eu não acredito nele
Quer fazer-me crer
Fala, grita a todo instante
Disfarço o olhar
Queimam meus olhos
Fico distante
Os olhos do quadro me perseguem
Todo instante quer me prender
Passam os dias e ele está lá
Indiferente passo por ele
Procuro me ocupar
É melhor ler um livro
Não quero TV.
(foto: Rubens A. Medeiros)
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