quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Datas












Porque lamentamos por datas?
Porque não estamos com lágrimas?
Porque lágrimas não doem?
Porque datas, lágrimas brincam e
nos deixam pequenos...

O céu cinza chora...
Folhas brincam com o vento
Mãos brincam com os fios
Os versos brotam com a tinta,
Versos, palavras traçantes!

Faço das palavras um alívio
Dos versos um afago
Das lágrimas limpo a alma
Das mãos erguerei um pedido

Faço da chuva um espelho
para ser o meu confidente
e rasgarei tudo
se esse dia não passar.

Desconhecida











Olhos alegres
Sorriso cristalino
Vejo luzes no seu perfil
Meus olhos tristes se encantam com tanta beleza
A maciez da sua pele contracena com pétalas de rosas
O dia dá lugar à noite
A saudade e ansiedade de te ver
Versos, palavras, poemas me acolhem...
Nem sei o seu nome
Esse detalhe some ao te ver
O seu brilho fala por si
Olhos alegres.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ler











Eu nunca li...
um livro.
Nem mesmo o que fiz,
sequer os que me deram.
Porque?
Dormi.

Paz










Um dia ter paz
Um dia ter mais
Um dia no cais
Um dia fazer mais
Um dia e nada mais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mais um chance.




Onde eu estava com a cabeça
quando atravessei a rua
corri feito doido
nessa hora a cabeça vazia
a rua estreita e nua

Foi um sopro
ou foi um empurrão
sei que voei e cai
de costa num paredão
sai de mim nesse momento

Hora do apagão
procurei, olhei para os lados
um pedaço de lembrança
um minuto de sanidade
achei o chão

Corpo inerte... leve
preso a uma só lembrança
forçado pelas horas
enganado pela mente
cego de ansiedade

Parado bruscamente
condenado sem defesa
um corpo e um nada
me vi assim no chão
sentado vendo a cena repetir
várias e várias vezes...